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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Hommage à Carlos da Fonseca (1940-2017)

Hommage à Carlos da Fonseca (1940-2017) que nous avions rencontré il y a maintenant très longtemps, souvent ici et la....il prenait le temps. Des rencontres, des discussions qui marquent forcement votre existence. Il avait été marqué par deux livres dont il parlait souvent La dialectique négative d'Adorno et L'increvable anarchisme de Louis Mercier-Vega.

Nous reprenons les propos de la librairie Letra Lde Lisboa.


Carlos da Fonseca (1940-2017)

O historiador Carlos da Fonseca faleceu em Paris, no dia 9 de Maio, na sequência de uma doença com que se debatia, quase secretamente, há muitos anos, e que a partir de certa altura muito debilitou a sua actividade de autor.

Historiador do movimento operário e do anarquismo em Portugal, lega-nos, em particular neste domínio, uma obra considerável, das reedições comentadas de «textos esquecidos» aos quatro volumes, essenciais, da sua História do Movimento Operário e das Ideias Socialistas em Portugal (Europa-América), passando por volumes como Integração e Ruptura Operária (Estampa). Os seus últimos livros conhecidos, Para uma Análise do Movimento Libertário em Portugal e O 1º de Maio em Portugal, foram publicados pela Antígona.

Carlos da Fonseca nasceu em Peniche, onde começou a trabalhar aos 11 anos de idade, passando por diversos e provisórios ofícios. Nos anos 60, refractário ao exército colonial, exilou-se em França,
onde fez longos estudos universitários, primeiro na Universidade de Paris VIII (Vincennes), depois na École Pratique des Hautes Études, onde se acentuou a sua vocação investigativa. Foi professor de história e cultura portuguesa na Universidade de Paris VIII e, posteriormente, na Sorbonne.

Personalidade de uma obstinada discrição, pode aplicar-se-lhe o verso programático de Luiza Neto  Jorge «Não me quero com o tempo nem com a moda». Mas a sua veia satírica, embora pouco exposta, surgiu por vezes em textos não assinados como «Desratização», publicado na revista Pravda, em que investe contra os «fabricantes de opinião»: «Subindo pelos canos de esgoto do vedetariado servil, invadiram a imprensa, instalando-se nas redacções, para daí contagiarem, com visível perigo sanitário, as crédulas populações, através de doses de informação mercenária». A sua obra de historiador rigoroso e influente está a necessitar de uma atenção redobrada. Nestas toscas linhas, daqui saudamos a sua memória de homem inteiro.



quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sines na Revolução dos Cravos - O Povo em Luta pelos seus Direitos

Sines na Revolução dos Cravos
O Povo em Luta pelos seus Direitos
 
 
A história da Revolução dos Cravos em Sines é marcada pelo conflito entre o Gabinete da Área de Sines, criado em 19 de junho de 1971, que iria trazer desenvolvimento e progresso a toda a região, mas três anos depois, criara apenas um monstro responsável por expropriações de pequenos proprietários, pela estagnação das obras de construção civil, pela inexistência de esgotos, por danos provocados nos edifícios pelos rebentamentos na pedreira, por falta de habitação e danos à atividade piscatória, e a população que começa a organizar-se formando, logo após o 25 de Abril de 1974, a Comissão de Redenção do Povo de Sines, e depois a Assembleia Popular do Concelho de Sines (em janeiro de 1975) e as comissões de moradores de diversos bairros. ¶ ¶ Em Sines, ao contrário do que aconteceu na maioria do País, as comissões de moradores mantiveram-se ativas muito para além dos anos da Revolução dos Cravos, não como um “poder popular” alternativo, mas com um caráter complementar da atividade da autarquia.


Índice: 

Agradecimentos

I. Introdução. A história do povo

II. Sines: um pouco de história
– Cronologia de Sines

III. O grande projeto que iria mudar Sines

IV. O povo em luta pelo direito à cidade
– Nascimento das comissões de moradores em Sines
– As principais causas que mobilizam as comissões de moradores
– O movimento de ocupações de casas
– Poder popular ou «institucionalização do movimento popular»?
– Autarquia e comissões de moradores em Sines: uma relação de colaboração
– Um «inimigo comum»
– As comissões moradores após o período revolucionário
– Cronologia das Comissões de Moradores


António Simões do Paço, Luísa Barbosa Pereira, Raquel Varela Edições Colibri 130p. 2017

terça-feira, 16 de maio de 2017

Não Podiam Trabalhar com Fome A greve de 1946 nas minas de São Pedro da Cova / Daniel Vieira

Não podiam trabalhar com fome
A greve de 1946 nas minas de São Pedro da Cova
 
Daniel Vieira

Fome, miséria, muitos, muitos acidentes graves. Era assim, todos os dias, em S. Pedro da Cova.

Um livro que nos convida a revisitar um dos trabalhos mais duros de que há memória e a revolta contra as precárias condições existentes, que deu origem a uma greve histórica.
 
Uma investigação rigorosa que nos remete para as profundezas negras das galerias das minas e que nos recorda que, por muito difíceis que sejam os caminhos, há sempre estrada a percorrer, quando existe coragem e determinação.

 
Editor: Lugar da Palavra 2016 - 112p.
 
 
 EN SAVOIR +
  
 

Gestos & Fragmentos un film de Alberto Seixas Santos (1982)


 
Gestos e Fragmentos: ensaio sobre os militares e o poder
 
Um filme de Alberto Seixas Santos, realizado em 1982

Três variações sobre o tema das relações entre os militares e o poder, em Portugal. Otelo Saraiva de Carvalho narra o percurso que o levou, com os seus camaradas do Movimento dos Capitães, da Guerra Colonial ao golpe de estado de 25 de Abril de 1974, e as sucessivas crises que, destruindo a mítica unidade das Forças Armadas, conduziram ao 25 de Novembro de 1975 e ao fim da Revolução. Um professor universitário, Eduardo Lourenço, analisa a descida brusca dos militares do seu "céu político", à política mais revolucionária. Como num romance policial, um jornalista americano - Robert Kramer - procura os culpados do fracasso da Revolução de Abril. Do cruzamento destes discursos, fragmentários, nasce - como num «puzzle», que as várias peças vão completando - a imagem contraditória, fugidia e lacunar dos militares portugueses.  


Disponible DVD chez Real Ficção

A Lei da Terra en DVD du Grupo ZERO (1976)


O processo da reforma agrária no Alentejo é visto através de uma análise das estrutura sociais e da luta de classes, culminando com a ocupação de terras pelos camponeses e pela tentativa de criação de novas relações laborais e de propriedade.

Face à sabotagem económica dos patrões e antigos proprietários, os trabalhadores organizam-se em sindicatos, reclamam emprego e salários justos. Procuram estabelecer uma lei revolucionária: «A terra a quem a trabalha!». Organizam-se em cooperativas e unidades colectivas de produção.

Reagem os agrários expropriados, apoiando-se nos intermediários, nos agricultores do Norte e nos seareiros do Sul.

Realização e produção: Grupo Zero
Realizadores: Alberto Seixas Santos e Solveig Nordlund

Disponible chez Real ficcao dans un coffret avec O meu outro Pais documentaire de Solveig Nordlund

quinta-feira, 2 de março de 2017

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

UMA NOVA CONCEPÇÃO DE LUTA / Fernando Pereira Marques

UMA NOVA CONCEPÇÃO DE LUTA 
Materiais para a História da LUAR 
e da Resistência Armada em Portugal 


A LUAR faz parte da mitologia da resistência armada ao regime da ditadura. Parte dessa mitologia tem que ver com a personalidade de Hermínio da Palma Inácio, de quem o «Sunday Times» dizia ser «o homem mais procurado da Europa». Porém, a LUAR não era do domínio do mito, mas da realidade. Um punhado de homens e mulheres corajosos dedicaram grande parte da sua vida a organizar acções armadas para derrubar a ditadura. Algumas resultaram, outras falharam, mas quase todos os protagonistas deste movimento pagaram o preço da sua coragem com a perda da liberdade, o exílio, a violência policial.

«Poucas pessoas podiam contribuir tanto para a história da LUAR e para a preservação da sua memória como Fernando Pereira Marques. Militante da LUAR, participou na tentativa de tomada da cidade da Covilhã, em Agosto de 1968, chefiada por Hermínio da Palma Inácio, na sequência da qual foi preso pela PIDE. Foi também director do jornal da LUAR, Fronteira. Neste livro ele combina o seu testemunho pessoal e os depoimentos de muitos dos seus companheiros da LUAR com uma abundante documentação e com a sua experiência enquanto historiador.» — José Pacheco Pereira, prefaciador e responsável pela Colecção Ephemera

288p . ED. Tinta da China 2016



VOIR AUSSI 

Ancien membre de la LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária) - Des Cadernos de Circunstancia.
Acteur de la révolte da Sé en 1959 et du "Golpe de Beja" le 1er Janvier 1962.